Forte promove exibições da 8ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul

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No último fim de semana, dias 21 e 22 de dezembro, o Museu Forte Defensor Perpétuo exibiu sessões da 8ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul. O evento é uma realização da Secretaria de Direitos Humanos, em parceria com o Ministério da Cultura.

A edição paratiense teve lugar em nossa pequena cinemateca, e contou com um público total de 26 espectadores nas duas sessões realizadas. Os documentários exibidos foram: Caixa d’água: Qui-lombo é esse?, de Everlane Moraes; As hiper-mulheres, de Takumã Kuikuro, Carlos Fausto e Leonardo Sette; Doméstica, de Higor Rodrigues; e Brasília segundo Feldman, de Vladmir Carvalho.

Em 2014, teremos novas exibições dos filmes da mostra; e outras sessões em nossa cinemateca, que procurarão estimular discussões sobre a cultura paratiense e nossas comunidades tradicionais.

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Forte recebe o XVI Ymaguare

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A partir de sexta-feira (29/11), o Forte Defensor Perpétuo recebe o Ymaguare XVI – ta’yi (semente).

* PROGRAMAÇÃO DE ABERTURA *

Sexta feira (29.nov.2013)

16:00 – Lançamento do Clip Nhanderuete com o grupo Tarancón e o Coral Caaguy hovy da Aldeia Araponga, e o vídeo Mombyryguy ro jú
17:00 – Coral Guarani

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Sábado (30.nov.2013)

10:00 – Oficinas de arte em cestaria Guarani
13:00 – Videoconferência com o Poeh Cultural Center (EUA), para seleção dos melhores trabalhos que serão premiados no Concurso Viejo Award de cestaria, escultura e cerâmica

14:00 – Seleção dos vencedores caiçara e quilombola outorgado pela comissão de avaliação, formada com um representante do IBRAM, uma professora de arte e um representante da Secretaria de Cultura
15:00 – Oficina de tiro com arco e flecha
16:00 – Oficina de dança guarani Xondaro
17:00 – Apresentação do grupo da Aldeia Araponga com músicas e canções em língua guarani.
17:30 – Apresentação do Grupo Ava Ara, com world music.

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Domingo (1.dez.2013)

9:00 – Concurso Viejo Award – premiação

A partir de 10:00 – Oficina de cerâmica para crianças e adultos nas tendas, com Ilda Benite (Aldeia de Araponga)
Oficina de cestaria.

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Todos os dias do evento:
Sala de exposição: projeção continuada num telão, junto com outros filmes sobre a cultura guarani, mostrando as atividades nas aldeias e o trabalho dos jovens no Ponto de Cultura “Resgate da cerâmica e seu registro áudio visual”

A exposição de fotos e arte indígena fica até janeiro de 2014.

Ibram de Paraty participa da inauguração da unidade SIASS em Volta Redonda

Posto do SIASS no campus da UFF em Volta Redonda

Posto do SIASS no campus da UFF em Volta Redonda

O Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor Federal (Siass) inaugurou na tarde da últiam quinta-feira (5/9) sua sede no campus da UFF em Volta Redonda (RJ). O Siass, instituído pelo Decreto nº 6.833/2009, tem por objetivo coordenar e integrar ações e programas nas áreas de assistência à saúde, perícia oficial, promoção, prevenção e acompanhamento da saúde dos servidores da administração federal direta, autárquica e fundacional, de acordo com a política de atenção à saúde e segurança do trabalho do servidor público federal.

Abrangência e beneficiários

A nova unidade atenderá diversos municípios do Sul fluminense, como Paraty, Angra dos Reis, Barra do Piraí, Barra Mansa, Resende, Volta Redonda, Itatiaia, Vassouras, Mendes, Valença, Miguel Pereira, Piraí, Pinheiral, Mangaratiba, Rio Claro, Quatís, Porto Real, Rio das Flores, Paty do Alferes e Engenheiro Paulo de Frontin. Prestará perícia oficial em saúde, por meio das subunidades (Unidades de Extensão) INSS/Angra dos Reis, INSS/Resende e INSS/Barra do Piraí, de igual horário de funcionamento, aos seguintes órgãos partícipes: Instituto Nacional de Seguro de Social (INSS), Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Universidade Federal Fluminense (UFF), Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e Ministério da Fazenda, por meio de acordo de cooperação técnica, componentes da Unidade SIASS-INSS/Volta Redonda.

Missão e competência

A Unidade SIASS Volta Redonda tem a missão de executar a Política de Atenção à Saúde do Servidor por meio de programas e ações de vigilância aos ambientes e de promoção da saúde. Tem a competência para realizar perícia em saúde e inspeções ambientais para avaliar o enquadramento de situações específicas nos termos da legislação em vigor para concessão de benefícios.

Serviços prestados

A perícia oficial em saúde, composta pela área pericial médica e subsidiada por outras áreas de conhecimentos específicos (multiprofissional de apoio à perícia) será responsável por:
– avaliação quanto à incapacidade para o trabalho;
– exame para posse em serviço público; caracterização de doença especificada em lei;
– caracterização de invalidez para fins de qualificação de dependente;
– determinação de idade mental;
– informação sobre sanidade mental do servidor;
– avaliações sociais para subsidiar a perícia e o grupo de reinserção funcional,
– avaliações para a reinserção do servidor portador de limitação em sua capacidade laborativa
– assessorar os gestores dos órgãos partícipes e servidores em questões que envolvem saúde e trabalho.

Quadro de pessoal e estrutura

Para desenvolver suas atividades, a Unidade SIASS-INSS/Volta Redonda contará com um médico, que ocupa o cargo de coordenador e de perito médico, um administrador, um auxiliar administrativo e um terapeuta ocupacional. A unidade sede conta com dois consultórios para a perícia oficial em saúde e equipe multiprofissional, sala para equipe de promoção e vigilância em saúde, sala de coordenação, recepção, sala de espera, secretaria, banheiros masculino e feminino independentes. As unidades de extensão utilizam espaços físicos localizados nas APS do INSS nas cidades de Angra dos Reis, Barra do Piraí e Resende, constando de sala para expediente administrativo e consultório médico para a perícia oficial em saúde.

Forte Defensor Perpétuo sedia encontro de observadores de pássaros

Ferro velho (Euphonia pectoralis), espécie típica do litoral sul brasileiro

Ferro velho (Euphonia pectoralis), espécie típica do litoral sul brasileiro

 

O Forte Defensor Perpétuo de Paraty sedia, de 6 a 8 de setembro, o Festival Aves de Paraty. O evento, organizado em parceria com a Associação Cairuçu e com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica, conjuga educação ambiental, pesquisa científica e turismo de observação de aves.

Prática comum na Europa e nos EUA, o chamado “birdwatching” (observação de pássaros)  vai ganhando cada vez mais adeptos no Brasil. A região da Costa Verde fluminense, com suas mais de 400 espécies catalogadas, é uma região com grande potencial para a prática do atividade. O Havaí, por exemplo, um destino importante no roteiro internacional dos birdwatchers, tem apenas 80 espécies catalogadas.

Para a realização do festival no Forte, foram recuperadas as antigas trilhas no alto do Morro da Vila Velha, que integram o roteiro de observação das aves e agora estão prontas para receber grupos de estudantes e turistas.

No dia 6, será lançado o Guia Aves de Paraty, com um café da manhã típico da região, na abertura do festival. O guia, resultado de parceria entre a Associação Cairuçu, a Secretaria de Turismo de Paraty e a Eletronuclear, é um registro pioneiro das aves endêmicas da região e pretende ser uma importante ferramenta de promoção do turismo de observação de aves.

Também no dia 6, especialistas, empresários e órgãos ambientais discutem o turismo de observação de aves no mundo e no Brasil, com participação do fundador da Avistar Brasil, Guto Carvalho; do consultor de ecoturismo Roberto Mourão e da bióloga Tietta Pivatto. Atividades, oficinas e palestras dirigidas às crianças e aos jovens completam a programação, que se estende até o fim do mês com exposições e visitas guiadas.

Angelo Oswaldo: a luta pela preservação é uma luta pelo caráter das cidades

Em Paraty, o presidente do Ibram falou sobre patrimônio material e imaterial na palestra de abertura do Festival Mimo

Angelo Osvaldo, na palestra de abertura do Mimo 2013

Angelo Oswaldo, na palestra de abertura do Mimo 2013 / Foto: Divulgação Mimo

Em sua décima edição, o festival Mimo, originário de Olinda (PE), amplia sua programação e alcance geográfico. Chega pela primeira vez a Paraty, onde acontece a primeira etapa do Mimo 2013 – a programação do evento segue logo depois para Ouro Preto e Olinda.

Na tarde de sexta-feira, o presidente do Ibram, Angelo Oswaldo, abriu o Fórum de Idéias do MIMO 2013. Ex-prefeito de Ouro Preto e ex-diretor do Iphan, Angelo ofereceu um panorama das experiências das duas cidades brasileiras que receberam pioneiramente da UNESCO o título de Patrimônio da Humanidade: Olinda e Ouro Preto. O título é pleiteado também por Paraty.

Com a autoridade de quem conhece na prática os problemas e desafios da preservação do patrimônio público nacional, Angelo comparou o título, obtido por Ouro Preto em 1982, com o título de miss. “Ele pode ser útil se a vencedora souber usá-lo. Mas pode não servir para nada.” Ou seja, na prática, a exposição que viria com um título como este poderia alavancar as soluções de problemas urbanos comuns a todas as cidades, e não só às cidades tombadas. “Todas as cidades são históricas, na medida em que cada uma tem a sua história”, disse. O desafio da preservação de edifícios antigos, do planejamaneto urbano, da contenção da especulação imobiliária seria, pois, comum a todos os milhares de municípios brasileiros.

Angelo associa a violência presente nas cidades brasileiras a uma violação estética das cidades. E atenta para o sentido original do termo “descaracterização”: “A cidade pode se transformar, pode crescer, o que é comum e inevitável. Mas ela não pode perder o seu caráter”. Cita o exemplo positivo de Brasília, que mesmo pressionada pela especulação imobiliária, preserva seu caráter original, concebido pelo urbanista Lúcio Costa. Outras cidades, como Belo Horizonte, estão perdendo essa guerra. “Belo Horizonte tem hoje menos edifícios anteriores a 1945 do que Berlim. Com a diferença que Berlim foi totalmente bombardeada em 1945”, compara.

Depois da palestra, Angelo Oswaldo visitou as unidades administradas pelo Ibram em Paraty. A primeira delas foi o Museu de Arte Sacra, atualmente em reforma. Junto com a equipe local do Ibram, visitou as diversas dependências do conjunto da Igreja de Santa Rita, que recentemente teve o telhado reformado. O museu também finalizou a instalação de armários suspensos para sua nova reserva técnica, em parceria com a empresa de restauro Expomus.

Na manhã de sábado, o presidente do instituto visitou o Forte Defensor Perpétuo, onde visitou a exposição de máscaras do mestre paratiense Natalino de Jesus Silva e pôde conferir o potencial museográfico do conjunto do Morro da Vila Velha. A administração do museu, conjuntamente com os técnicos do Ibram, vem formulando projetos visando conjugar a beleza natural do espaço com uma narrativa histórica da cidade.

“A fala que tece a escrita”: Forte recebe educadores e alunos da rede de ensino

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Em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, o Forte Defensor Perpétuo de Paraty (Ibram/MinC) recebeu nesta sexta-feira (7/6) professores, alunos e funcionários de sete escolas da rede municipal, estadual e particular para a conclusão do projeto “Narrativa Oral: a fala que tece a escrita”.

Durante o encontro, foi aberta a exposição dos trabalhos produzidos nas escolas com panôs sobre lendas locais, painéis com personagens do folclore brasileiro e esculturas de sacis em papel machê. Pela manhã, 24 bordadeiros produziram desenhos com temas ligados à cidade de Paraty e ao folclore local e nacional. Esses trabalhos vão compor um panô que ficará exposto no Forte, junto com outros trabalhos produzidos nas escolas, até 30 de junho. Além disso, os bordadeiros voltarão a se encontrar semanalmente no Forte, em oficinas livres.

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Para o almoço, uma oficina de culinária típica, sob orientação do pescador Almir Tã, produziu o tradicional prato “azul marinho”, feito com o gonguito (uma espécie de bagre pequeno, normalmente descartado na pesca); bolinhos de farinha de milho e um encorpado café com caldo de cana.

Durante a tarde, os alunos participaram do lançamento do livro “Historim para você e para mim”, de Nian Freire, numa animada roda de conversa com o autor, mediada pelo também escritor Alexandre Pimentel.

O projeto “Narrativa Oral: a fala que tece a escrita” é desenvolvido desde janeiro pela Coordenação de Bibliotecas Escolares e Formação de Leitores, ligada à Secretaria Municipal de Educação. O projeto conta com o apoio do Setor Educativo do Museu Forte Defensor Perpétuo.

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Parceria rende oficinas com escolas

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O Museu Forte Defensor Perpétuo, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Paraty e a Coordenação de Bibliotecas Escolares e Formação de leitores, iniciou no mês de abril dois programas educativos como parte do projeto O Museu vai à Escola, destinado a oferecer, entre outras atividades, oficinas de arte às escolas da rede municipal de ensino.

A primeira oficina, iniciada em 18 de abril e finalizada em 16 de maio, teve como tema as tradicionais máscaras do Carnaval de Paraty. A oficina foi ministrada às turmas do quinto ano da escola Maria Jácome de Mello pelos instrutores Isaac Pádua e Felipe Alcântara, funcionários dos museus do Ibram em Paraty.

Os alunos concluíram suas máscaras na Semana de Museus, de 13 a 19 de maio, no Forte Defensor Perpétuo. Na ocasião, eles concluíram a quarta etapa da confecção das máscaras e aproveitaram para dar uma conferida na exposição do mestre Natalino de Jesus Silva, que fica no Forte até agosto.

O tema da segunda oficina, na escola Pequenina Calixto, é “Tecendo Paraty”, inspirado na paisagem característica da cidade e em aspectos simbólicos de longa tradição nas festas do município. A oficina teve início no dia 2 de maio, para turmas do Ensino de Jovens e Adultos – EJA – das 18 às 20h, até o final do ano. Os alunos dessa oficina estarão no Forte no próximo dia 7 de junho.
Abaixo, registros das quatro etapas da oficina de máscaras com os alunos da Escola Municipal Maria Jácome de Melo:

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Primeira etapa: preparação do barro com água e cimento e modelagem da forma da máscara

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Segunda etapa: após a secagem do molde, se houver rachaduras são feitos reparos e o molde é impermeabilizado

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Terceira etapa: papietagem, na qual é feita a fixação de várias camadas de tiras de papel sobre o molde de barro, com uso de água e cola feita de amido de milho

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Quarta etapa: desenforme da máscara e acabamento com tinta branca. Após a secagem, a máscara já pode receber tinta de diversas cores

Forte exibe máscaras do Mestre Natalino

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O Forte Defensor Perpétuo de Paraty expõe em seu salão central o acervo de máscaras e bonecos produzidos por Natalino de Jesus Silva.

A abertura da exposição, durante a 11ª Semana de Museus, contou com a presença do mestre em oficinas de máscaras com estudantes da Escola Municipal Maria Jácome de Melo, localizada na zona rural.

A exposição tem recebido visitas guiadas para as escolas do município e fica no Forte até agosto.

Servidor aposentado do antigo Departamento de Correios e Telégrafos, Natalino de Jesus Silva nasceu em Paraty em 25 de dezembro de 1934. A técnica de Natalino é similar à de outros artistas locais como Jubileu, Mestre Biba e Lúcio Cruz. As máscaras são um hobby antigo do menino que fazia as próprias máscaras de carnaval.

Desde 1974, Natalino começou a experimentar a pintura em suas criações, com cores e formas intuitivas que com o tempo se mostraram a expressão de um artista.

Bombeiros dão palestra sobre prevenção de incêndios e primeiros-socorros nos museus de Paraty

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Os museus de Paraty estão realizando um ciclo de reuniões com o objetivo de prevenir incêndios e proteger o acervo das instituições. Nos últimos dias 8 e 9 de maio, oficiais do Corpo de Bombeiros de Paraty estiveram no Forte Defensor Perpétuo e no Museu de Arte Sacra de Paraty para apresentar às equipes dos museus alguns procedimentos básicos de primeiros socorros e prevenção e combate ao fogo.

A oficina de prevenção a incêndios, ministrada pelos tenentes Pequeno e Herdy, do Corpo de Bombeiros da cidade, apresentou um histórico do fogo e da utilização do mesmo pelo homem. Os soldados abordaram as diversas formas de propagação do fogo, os tipos de incêndios, materiais de fácil combustão, a forma de agir no início de um incêndio. Foram mostrados aos participantes os tipos de extintores como o CO2, pó químico, água pressurizada e em qual situação usá-los, com instruções básicas de manejo.

A segunda parte da palestra, ministrada pela sub-Tenente Érika, abordou noções de primeiros socorros em caso de queimaduras, fraturas, afogamentos e convulsões. A equipe apresentou aos participantes aparelhos fundamentais em estabelecimentos com grande circulação de pessoas, como o ambu e o desfibrilador.

Essas oficinas integram a formulação do plano de emergência para o acervo do museu, com a criação da comissão de segurança.