Milton Almeida, mestre canoeiro, pode fazer até quatro canoas com o tronco do guapuruvu

O módulo de exposição com as tradicionais canoas caiçaras de Paraty, no Museu Forte Defensor Perpétuo, ganhará em breve um novo exemplar. Aproveitando a queda acidental de um guapuruvu durante uma ventania, o museu convidou um mestre canoeiro para construir novas canoas com o tronco de 13 metros.

O mestre autodidata Milton Espírito Santo Almeida, de 59 anos, morador da Praia da Cajaíba, começou nesta semana o corte da madeira. A primeira canoa, que será parte do acervo do museu, já está sendo entalhada pelo canoeiro no mesmo local onde estava plantado o guapuruvu.

Outras canoas construídas a partir da mesma árvore poderão ser concluídas em oficinas pedagógicas no Forte. A madeira do guapuruvu é pouco resistente, mas é usada na confecção de embarcações como canoas exatamente pela leveza e facilidade de entalhe. Nativa das Américas Central e do Sul, no Brasil ocorre da Bahia até Santa Catarina na floresta pluvial da encosta atlântica.

Leia aqui a matéria publicada no site do Ibram.

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