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A equipe do Ibram com Cíntia Martins, coordenadora pedagógica da E.M. Cilencina Mello

Com a nova composição da Secretaria de Educação de Paraty, a equipe do Ibram em Paraty começa a estudar projetos e parcerias para levar a educação patrimonial às escolas do município.

Em reunião no último dia 28 com parte da equipe da Secretaria Municipal de Educação para tratar de possíveis aproximações e parcerias com o Ibram em Paraty, ficou definido que a equipe do Ibram em Paraty iria conduzir um Grupo de Trabalho (GT) na Semana Pedagógica 2013 sobre as possibilidades de interação museu-escola.

O GT, realizado com três grupos de professores nos dias 4 e 5 de fevereiro, teve como título “A escola é um museu, o museu é uma escola”. Ao todo, nos três horários, 24 professores da rede pública do município participaram das oficinas. Ao final de cada turno, eles fizeram uma visita ao Forte Defensor Perpétuo, onde visitaram as exposições “Os Nomes da Ciranda” e “Ymaguaré”, que foram prorrogadas até abril. Os GTs serviram, sobretudo, para estimular o debate sobre questões de patrimônio e memória nas escolas e para aproximar a equipe do Ibram em Paraty dos profissionais da educação no município.

Nesse meio-tempo, a equipe do Ibram em Paraty passou a contar com o auxílio da técnica em assuntos educacionais Maria Corina Rocha, recém-nomeada. Ela avalia que os professores participantes do GT se manifestaram positivamente sobre o tema e o conteúdo apresentado pela equipe do museu, bem como a respeito da visita à exposição no Forte. “A maioria expressou interesse em poder contar com esse tipo de atividade de modo continuado na suas escolas.” Alguns professores apontaram como obstáculos falta de diretriz institucional e entrave curricular. Parte da instituição escolar e da sociedade vê as visitas e saídas dos alunos como “enrolação” do professor.

Segundo a avaliação de Maria Corina a partir da conversa com os professores, para o museu oferecer visitas monitoradas e oficinas a alunos e professores seria necessário:
– Garantir o transporte da escola ao museu;
Espaço físico para desenvolver oficinas de arte no museu e quando não houver na escola;
– Fazer um levantamento do número de escolas interessadas, bem como professores e alunos;
– Elaborar propostas para serem aplicadas tendo em vista a missão dos museus, geral e específica;
– Dispor de ao menos dois monitores, preferencialmente um artista educador e um monitor;
– Estabelecer um calendário de visitação/oficinas para os professores e para os alunos;
– Elaborar um guia temático sobre os acervos/história etc, contemplando algumas propostas de oficinas para o professor trabalhar com os alunos na escola.

Visita à Barra Grande

No dia 6, pela manhã, a equipe esteve reunida com os coordenadores da Escola Municipal Cilencina Mello, no distrito da Barra Grande, que este ano funcionará em regime integral. No encontro, foram discutidas propostas para uma parceria entre os museus de Paraty e a escola neste ano letivo.

Segundo o técnico Pedro Franke, a reunião com a equipe da escola da Barra Grande já nos rendeu uma parceria durante todo o ano letivo de 2013. “Trabalhando com os professores, desenvolveremos oficinas para os estudantes procurando levantar memórias e tradições familiares das comunidades rurais atendidas pela escola, de modo a compilar um acervo material e imaterial sobre a cultura local para a montagem de um pequeno museu escolar.” A coordenação da escola e a equipe do museu agendarão visitas guiadas de professores e alunos ao Forte Defensor Perpétuo e, futuramente, ao Museu de Arte Sacra.

Na tarde do dia 6, a equipe participou da reunião de avaliação dos GTs da Semana Pedagógica na Secretaria de Educação, que demonstrou grande receptividade  para com a equipe técnica do Museu. Os próximos passos dessa parceria são a sistematização das visitas escolares aos nossos museus, além da produção de conteúdo para materiais didáticos sobre História e cultura paratiense.

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