Apresentação do coral da Aldeia Araponga com o grupo Tarancón

Pelo segundo ano consecutivo, o Museu Forte Defensor Perpétuo de Paraty abre as portas para o Ymaguaré. O evento, em sua 15ª edição, é realizado anualmente pela Associação Nhandeva e valoriza a arte e a cultura das comunidades Mbyá-Guarani do município.

Batizado este ano como Ymaguaré XV Yvy Porã, tem como tema as técnicas construtivas guaranis e a importância da terra para esse povo. Yvy porã, em guarani, significa “terra boa”, ou “terra sem males”.

A programação de abertura contou com atividades no Forte durante o último fim-de-semana. Na sexta (2/11) a exposição de artesanato foi aberta com a exibição do documentário “Culturas de Fibra”. O coral guarani de Paraty-Mirim se apresentou na sequência.

Roda de conversa com o educador e ativista Marcelo Braz (à direita)

Uma típica cabana com técnicas guarani-mbya foi erguida no museu

No sábado (3/11), a programação contou com uma roda de conversa com o educador e ativista Marcelo Braz, que forneceu um painel do contexto atual da questão indígena no Brasil. Na Casa do Comandante, foi improvisado um estúdio de gravação com o grupo Tarancón e o coral da Aldeia Araponga, que gravaram uma série de canções e se apresentaram ao público na sequência.

No domingo (4/11), oficinas de cerâmica indígena e de cestaria das comunidades tradicionais encerram a programação de abertura da exposição, que ficará no Museu Forte Defensor Perpétuo até janeiro de 2013.

Dona Marciana Pará de Oliveira, cesteira premiada da Aldeia de Araponga, é uma das artesãs com trabalhos expostos no XV Ymaguaré

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