A equipe do Museu Forte Defensor Perpétuo lamenta a perda de Rachel Joffily Ribas.

Atriz, coreógrafa e aderecista, Rachel criou, junto com o marido e parceiro Marcos Caetano Ribas, o Grupo Contadores de Estórias, fundado em 1971 e radicado em Paraty desde 1981. Foi responsável pela programação visual dos seus 25 espetáculos, entre eles “O Bode e a Onça” (1971), “O Homem que Queria a Sabedoria” (1975), “Memórias de um Tigre de Circo” (2008) e o último deles, “Flutuações” (2011). Também era diretora-adjunta do Teatro Espaço, em Paraty, espaço cultural que o grupo utiliza para apresentar suas produções.

Em 1984, Rachel realizou com Marcos Ribas a pesquisa “O Modo de Fazer”, com apoio da Fundação Ford. A pesquisa registra os processos de produção do artesanato tradicional de Paraty — a canoa, a vela, o remo, o covo, o tipiti, a rabeca, miniaturas de barcos — e resultou numa exposição que está ainda hoje exposta na Casa do Comandante do museu.

Tanto a pesquisa como a exposição que dela resultou propõem uma reflexão sobre o confronto dessas técnicas tradicionais com tecnologias massificadoras. Alertam para uma cultura em rápido processo de desaparecimento, diante do contato com novos modos de vida. Os registros envelheceram, mas o tema não: a pesquisa e a exposição ainda são, quase trinta anos depois, uma preciosa contribuição à memória da cultura tradicional de Paraty.

O museu se despede da amiga, visita frequente em nossas manhãs, e agradece em nome de nossa comunidade por todo seu legado de contribuições para nossa arte, nossa cultura e nossas vidas.

Anúncios